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FIGUEIRÓ DA SERRA
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Visita ao Cruzeiro
Velhas cruzes, fincadas
Expostas, abandonadas
Corroídas, desbotadas
Amontoadas e multiplicadas
Num cenário sem brilho
No triste estribilho
Da velha canção
Do grito perdido
De um povo esquecido
Sem voz, sem ação.
E assim são as cruzes
Franzinas, sem porte
Lembranças da morte
Tão Comum no sertão
(Paulo Gondim)