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Visita à Companhia
A ribeira corre mansa
Esquecida nas chamas
Que devoram o verde da terra
E, em espasmos de fogo embrutecido
Vorazes sorvem a beleza
Da natureza que desespera…
A ribeira corre mansa
Enquanto nossos olhos dormem
Nas águas mudas e sem curso
Que já não agitam consciências…
Seca-se o leito e a terra já não borbulha
A temperança da humanidade
Que dá vida à vida!
(Do Livro, “Ave Sem Asas”)